A População Negra e o Racismo Institucional
- Anna e Naielly
- 20 de nov. de 2020
- 2 min de leitura
Após a abolição da escravatura no ano de 1888, a cidadania continuou a ser negada para a população negra. As leis e tratamentos por meio das instituições eram diferentes entre negros e brancos, como ainda são até os dias de hoje!
O racismo institucional é uma forma de discriminação que tem como propósito perpetuar um sistema desigual no que diz respeito ao tratamento de pessoas cujas raças são distintas. A manifestação deste preconceito está presente em diversos lugares, tanto em instituições públicas, como privadas, resultando em danos ao exercício da cidadania pela população negra, bem como ao acesso a órgãos públicos, empresas, Universidades, renda, entre outros.
Segundo uma pesquisa inédita do Instituto Data Popular, nota-se que 92% das pessoas acreditam que há racismo no Brasil, mas somente 1,3% se considera racista. Sob o mesmo ponto de vista, acredita-se que tais estatísticas fazem apologia ao preconceito enraizado nos seres humanos, baseado em estereótipos. Infelizmente, tal estereótipo é, muitas vezes, utilizado por instituições para justificarem seu tratamento incoerente em relação aos negros, fazendo com que tenham desvantagens sociais graves, como menos acesso a seus direitos e uma expectativa de vida menor.
É conveniente recordar que o processo histórico vivido pelos afrodescendentes, chamado escravidão, deixou marcas profundas que se manifestam até os dias de hoje.
Uma pesquisa feita pelo IBGE (2018) evidencia que a população negra recebe 59% a menos do que os brancos, sendo afetados diariamente em áreas como saúde, educação, trabalho, moradia, transporte e segurança. No entanto, tal circunstância se agrava ainda mais quando o cenário apresentado se trata de uma mulher negra. Em vista disso, discursos como o da Maria Julia Coutinho (primeira “garota do tempo” negra da TV) são extremamente importantes para o incentivo ao ingresso da população negra em lugares sociais que aparentemente não lhe eram destinados: “Quanto mais eu levo porrada, mais se faz necessária a minha presença ou de quem leva”.
Em virtude dos fatos mencionados, é necessário que os negros não sejam desprovidos de seus direitos e que todos os seres humanos tenham tratamentos justos e igualitários. Ou seja, é preciso que a população mundial rompa seus preconceitos enraizados e que nós, enquanto cidadãos, optemos por eleger representantes governamentais que realmente lutem pelos nossos direitos e apresentem princípios antirracistas e educacionais, a fim de combater o racismo mascarado das instituições, lutando dia após dia pela equivalência racial.
Anna Júlia de Jesus Teodolino e Naielly Alves da Silva Moura
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